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VIAGENS DE ANTONIO MIRANDA PELO MUNDO

 

VARADERO - CUBA
28-09-1990


A autopista que sai de La Habana passa pelos novos e modernos bairros, orgulhos da Revolução, também pelas praias e povoados de Cienfuegos.
Esta última sofre, no momento, transformações dramáticas em sua tradicional topografia: um aterro para dar lugar à autopista está acabando com o “malecón” da cidade. Sem protestos, pois o progresso é imposto pelas autoridades, ainda que sacrificando a ecologia.
Varadero, a mais famosa das praias cubanas dos “anos dourados” de Batista, reduto de milionários e turistas norte-americanos, agora foi revitalizado com novos hotéis e complexos turísticos.
Chegamos a um dos pontos balneários onde, como de costume, estão os bons restaurantes (com lagostas e camarões) e lojas.
O mar aberto, areias alvas e água morna, tranquila, sem ondas, em azuis sucessivos até o infinito. Um paraíso.
Água translúcida, limpíssima, parada, sob um sol radiante e onipresente. Apenas estrangeiros na praia.

A estrada estava quase vazia. Aqui e acolá uns carros velhos dos anos 50, outros modernos com placas de representações diplomáticas, uns raros ônibus, gente andando pelos acostamentos.  Tão diferente daquele inferno que é a ida à praia, nos fins de semanas, no litoral paulista, carioca ou gaúcho.
A criseo petróleo, a crise no Golfo Pérsico e as restrições criadas por Gorbachov devem ter causado problema de transporte em país como Cuba, sem recursos energéticos, onde são poucos os carros particulares, mas onde as pessoas despendem tanto do transporte coletivo. (O Governo está até mesmo reduzindo as linhas urbanas, que dizer das de lazer?!
Deve ser fantástico passar uns dias naqueles hotéis, sem os riscos da violência generalizada de nossas cidades, sem pivetes e vendedores ambulantes nas praias. Estar à vontade, sem pressa, sem ostentação.
Varadero
é realmente um lugar bonito. Limpo, tranquilo. Relaxante, repousante.

TROPICANA

Para concluir, fui ao famoso Cabaret Tropicana, que estava completando 50 anos de existência. Um show comemorativo, relembrando os grandes espetáculos do seu passado glorioso: Carmem Miranda, Nat King Cole, Alberto Lecuona.
Cenários múltiplos, conjuntos musicais, bailarinos clássicos, modernos, danças tradicionais, afro-cubanas, cantores e músicos. Um longo, variado e divertido espetáculo, talhado para todos os gostos, do cafona ao requintado. Bonito, alegre, sonoro.
O melhor foi mesmo ver as coreografias afro-cubanas, com bailarinos excepcionais. Também os cantores de músicas antigas, de mambos e cha-cha-chás, terminando com o “son” e a salsa.

Mulheres bonitas, negras e morenas, semi-nuas. Alguns bailarinos baixinhos, magros, desequilibravam um pouco o conjunto, mas o resultado geral, foi sempre de bom nível, não raro eletrizante, empolgante.
Já não vêm os milionários. Somente os turistas. E, certamente, poucos cubanos pois os 40 dólares da entrada não estarão ao alcance da maioria.

Depois de uma semana, eu já estava acostumado com aquelas avenidas vazias de automóveis, com todo aquele gentio andando pelas ruas até tarde, aquelas filas, aqueles edifícios mal-conservados.
A sensação predominante era a de simpatia e hospitalidade.
Um povo extrovertido, ameno, agradável.

Deixei Cuba com a certeza de que, se voltasse ali no futuro, iria encontrar grandes e profundas transformações. Sem o apoio da União Soviética e dos países socialistas  —
quase todos abrindo-se à economia de mercado — só restará a Cuba buscar uma abertura maior para conviver com os Estados Unidos da América.
Foi possível isolar-se durante 30 anos e construir a Utopia Socialista. Difícil agora vai ser mantê-la e, mais difícil ainda, aprofundá-la.

Cuba foi o grande ideal de minha juventude. Como tantos outros jovens saí à rua e corri das bombas de gás lacrimogênio da polícia para defendê-la.  Quando o Presidente Kennedy mandou fazer o bloqueio naval à ilha, duvidei que existissem mísseis soviéticos por lá. Agora o Kruschev declara em suas memórias que Fidel Castro queria destruir grandes cidades americanas. A URSS retirou os mísseis.


 

 

 
 
 
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